Vou começar com um tom um pouco mais direto, mas prometo que vou suavizando ao longo do texto, então leia até o final que vale a pena!

Se o seu plano era ser promovido em apenas 5 meses, talvez aceitar uma vaga de Júnior não tenha sido a melhor estratégia. A real é que poucas empresas promovem alguém tão rápido assim. Nesse período, elas ainda estão te conhecendo: como você trabalha, quais são suas atitudes, como você lida com prazos e desafios. É um processo natural, e subir de nível exige mais do que só tempo de casa.

Outro ponto importante: fora do seu time direto, a empresa, no geral, não liga muito se você atualizou as bibliotecas do framework, qual design pattern você usou, qual linguagem escolheu ou como o deploy foi feito. Claro que isso tudo importa para o seu trabalho e para a qualidade do código, mas o que realmente agrega valor para a empresa é o que impacta o bolso dela – ou seja, o que gera dinheiro ou resolve problemas concretos. Não me entenda mal: NÃO ESTOU DIZENDO PARA FAZER CÓDIGO DE QUALQUER JEITO. A ideia aqui é que justificar uma promoção só com argumentos técnicos pode não ser o caminho mais eficaz.

Se o seu objetivo é conquistar essa promoção, foque em resultados mais tangíveis. Por exemplo: que tal zerar a fila de bugs? Ou, se ela for muito grande, reduzir significativamente o número de pendências? Isso é algo que todo mundo percebe e valoriza. Outra dica é trazer ideias de melhorias para o produto – pode ser um recurso novo que os clientes vão adorar ou uma otimização em algo que está lento e prejudica a experiência do usuário. Resultados assim falam mais alto do que qualquer discurso técnico.

Pensa comigo: não sei o tamanho da empresa onde você está, mas, no mínimo, você tem um chefe, certo? E esse chefe provavelmente precisa conversar com outro chefe antes de aprovar sua promoção. Se ele chegar lá e despejar um monte de “tecnês” – tipo “ele otimizou o pipeline de CI/CD” ou “refatorou o código pra usar tal padrão” –, vai ser difícil convencer quem decide. Agora, se ele puder mostrar números e impactos claros, como “os clientes estão mais satisfeitos porque os bugs caíram 80%” ou “o sistema ficou 30% mais rápido e os usuários notaram”, aí a conversa muda de figura. A chance de você ser promovido cresce muito.

Deixa eu reforçar, pra não ficar nenhum mal-entendido: NÃO ESTOU DEFENDENDO CÓDIGO RUIM. Código bem-feito é essencial, mas ele sozinho não te leva ao próximo nível. O pulo do gato está em combinar um trabalho técnico sólido com resultados que a empresa consiga enxergar e medir. Se você entregar melhorias visíveis (como zerar bugs ou otimizar desempenho) com um código mal-escrito, pode até resolver um problema, mas vai criar outro – e aí sua promoção escapa de novo. Os dois precisam andar de mãos dadas: qualidade no código e impacto no negócio.

Então, respira fundo, foca no que realmente faz diferença e mostra seu valor com ações que todo mundo consiga entender. Você tem potencial pra chegar lá – é só direcionar a energia pro lugar certo!