Sou programador e, embora eu aprecie a paixão que temos pelo ofício, dizer que código é arte me parece um exagero. No fundo, o código nada mais é do que um conjunto de instruções que passamos ao computador para que ele execute uma tarefa específica. É uma ferramenta funcional, um meio para um fim, não uma expressão criativa no mesmo sentido que pintura, música ou literatura. Claro, há beleza na eficiência de um algoritmo bem escrito ou na elegância de uma solução simples para um problema complexo, mas chamar isso de arte é esticar um pouco a definição.

Pensando por esse ângulo, se código fosse arte, então um chefe dando ordens aos seus subordinados também poderia ser considerado um artista, já que ele 'orquestra' a criação de algo através de suas instruções. Vamos com calma, pessoal! Não é bem assim. Programar exige lógica, precisão e, sim, uma dose de criatividade, mas é mais como resolver um quebra-cabeça do que pintar um quadro. O resultado final pode ser impressionante, mas o processo é mais engenharia do que poesia. Então, enquanto eu respeito quem vê o código como uma forma de expressão artística, prefiro manter os pés no chão e tratar como o que é: uma habilidade técnica poderosa, mas não exatamente uma tela em branco para a alma.