Concordo com você. Há uns 4 anos assisti a uma entrevista com o George Hotz, um talentoso programador que criou uma empresa de self driving car. Foi lá que eu ouvi pela primeira vez o conceito de programação 2.0. Programadores clássicos criam regras para a máquina fazer o que eles querem. Programadores 2.0, além de continuar sabendo isso, programam modelos capazes de solucionar problemas com base em dados. Minha mente explodiu.
É por aí que eu estou indo: tornando-me mais capaz de resolver problemas.
À época, não havia chat-GPT e afins. Adicionei ao cinto de utilitários e hoje crio coisas mais rapidamente que antes. Mas não estou paranoico com a ideia de acabar empregos etc.
Tecnologias de vanguarda e inovadoras continuarão a existir. E não serão máquinas que ditarão isso. Devemos nos concentrar em criar coisas úteis para as pessoas e ir nos adaptando, evoluindo, melhorando essa capacidade.
Tudo bem, mas se você cria coisas mais rapidamente, digamos, duas a tres vezes mais rapido, será necessário um dev ao invés de 3. E como agora é mais facil, por que a empresa continuaria te pagando 15, 20 mil se vai ter alguns que estão chegando agora e que aceitam 3k? Não acho que se trata apenas de sustituição, mas também de diminuição da importancia e dos salarios.